quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Ossayn


Ossain

Divindade das folhas medicinais e liturgias. Detentor do axé (força, poder, vitalidade). Seu símbolo é uma vara de ferro com sete pontas dirigidas para cima, com a imagem de um pássaro na ponta central. Dono do segredo e das folhas é considerado o médico do candomblé. Sua importância é tão fundamental, que nenhuma cerimônia pode ser feita sem a sua presença.
É detentor do segredo de todas as ervas existentes. Cada divindade tem as suas ervas e folhas particulares, mas só Òsányìn conhece profundamente o poder ou axé das folhas. O poder de Òsányìn está num pássaro que é o seu mensageiro. Este pássaro voa por toda parte do mundo e pousa em cima da cabeça de Òsányìn para lhe contar todos os acontecimentos. Este pássaro é um simbolismo bastante conhecido das feiticeiras freqüentemente chamadas de elewú-eiyé, ou seja, "proprietárias do pássaro-poder".
Òsányìn vive na floresta em companhia de àroni, um anãozinho de uma perna só que fuma um cachimbo feito de casca de caracol enfiado num talo oco cheio de suas folhas favoritas. A sua importância é fundamental, pois nenhuma cerimônia pode ser feita sem a sua presença, sendo ele o detentor do axé - o poder - imprescindível até mesmo aos próprios deuses. As folhas nascidas das árvores e as plantas constituem uma emanação direta do poder sobrenatural da terra fertilizada pela chuva (água-sêmem) e, com esse poder, a ação das folhas pode ser múltipla, para diversos fins. As folhas como as escamas e penas são e representam o procriado. Elas representam o "sangue-preto", axé do culto.
OSSAIN possui um poder ao mesmo tempo benéfico e perigoso.
O Eye é um pássaro que o representa, o Igbá Òsányin é seu emblema, confeccionado com ferro, e simboliza uma árvore de sete ramos com um pássaro em sua haste central, o ferro reforça a ligação com o axé do preto mineral, e o pássaro é a relação folha-pena e elemento procriado. Nada se faz no candomblé sem este orixá, as folhas sagradas, para tudo se usa, na iniciação há um borí específico para Ossain, à cabeça do neófito é lavada com um líquido composto de folhas associadas a diversos orixás, mas dependentes, em última instância, para seu efeito, da colaboração de Ossain. Há um encarregado de recolher as folhas frescas no mato e prepará-las, é chamado olósàyin.
A colheita das folhas deve ser feita com extremo cuidado, para não destruir a árvore que as dá, e que possam se renovar, seguindo um preceito próprio, para entrar no seu reino, fazer a colheita e prepará-las. Ossain vive na floresta, em companhia de Àrònì, um anãozinho, que tem uma única perna, e fuma um cachimbo feito de casca de caracol. Por causa dessa união com Àrònì, Ossain é saudado “Holá!"-proprietário-de-uma-única-perna-que-como-o-proprietário-de-duas-pernas!
Alusão às oferendas de galos e pombos que possuem duas patas, feitas a Ossain Àrònì que possui apenas uma perna; razão pela qual no ato se "cravejar" tira-se apenas, uma perna do animal. Suas cores são verdes e brancas.
Os Oloòsányìn ou Babalòsányìn são também chamados de ònìsegun, "curandeiros" em virtude de suas atividades no domínio das plantas medicinais. Um Babalòsányìn quando vai colher as plantas está num total estado de pureza: abstem-se de relações sexuais, na noite anterior, e vai para floresta durante a madrugada sem dirigir a palavra a ninguém.
Além disso, arriam uma oferenda a Òsányìn na entrada da floresta no intuito de pedir licença, para colher as ervas para seus trabalhos. Ainda ao entrar na mata mastiga durante algum tempo elementos mágicos como obì ou pimenta da costa. As folhas e as plantas constituem a emanação direta do poder da terra fertilizada pela chuva. São como as escamas e as penas que representam o procriado. O sumo das folhas é também chamado de èjé ewé ou "sangue das folhas" e é um dos axés mais poderosos que traz em si o poder do que nasce e do que advém. No ato de se macerar as folhas, entoam-se cânticos chamados de sàsányin. Suas cores são verdes e brancas. Quinta-feira é o seu dia consagrado assim como 5 de outubro.
  • Ossayn = Também chamado Baba Ewe, Asiba, que são epítetos do orixá. Possui seu próprio sistema divinatório; o orixá exerce suas funções interligadas a Exú
    composto ao mesmo tempo em que ele. Kosi ewe, kosi orixá: Sem folhas, sem orixá.
  • Deus das folhas e ervas medicinais. Conhece seus usos e as palavras mágicas (ofós) que despertam seus poderes.
  • Elemento: matas
  • Personalidade: instável e emotivo
  • Símbolo: lança com pássaros na forma de leque e feixe de folhas
  • Dia da semana: quinta-feira
  • Colar: branco rajado de verde
  • Roupa: branco e verde claro
  • Sacrifício: galo e carneiro
  • Oferendas: feijão, arroz, milho vermelho e farofa de dendê

Arquétipos

O arquétipo de Ossain é o das pessoas de caráter equilibrado, capazes de controlar seus sentimentos e emoções. Daquelas que não deixam suas simpatias e antipatias intervirem nas suas decisões ou influenciarem as suas opiniões sobre pessoas e acontecimentos.
É o arquétipo dos indivíduos cuja extraordinária reserva de energia criadora e resistência passiva ajudam-nos a atingir os objetivos que fixaram. Daqueles que não tem uma concepção estreita e um sentido convencional da moral e da justiça. Enfim, daquelas pessoas cujos julgamentos sobre os homens e as coisas são menos fundados sobre as noções de bem e de mal do que sobre as de eficiência.
São pessoas frágeis, saúde delicada, esforçados, volúveis, sem ambições, estudiosos, sonhadores, esquisitos e desligados, preservam a liberdade, propenso a homossexualidade, dotados de muita energia, prestativos, carentes desinteressados, ligados à família, mas gostam de viver de forma independente.
Pessoas equilibradas e capazes de controlar seus sentimentos e emoções, não deixam suas simpatias e antipatias interferirem nas suas decisões ou influenciarem suas opiniões das pessoas ou acontecimentos, aqueles que não têm uma concepção estreita da moral e da justiça.

Lendas:
 
Ossain era o filho caçula de iemanjá e oxalá e, desde pequeno, vivia no mato. Tinha uma habilidade especial para tratar qualquer doença, por isso viajava pelo mundo inteiro, sendo sempre recebido com carinho pelo rei de cada tribo. Ele recebeu de Olodumare o segredo das folhas; assim, sabia qual delas curava doenças, trazia vigor ou deixava as pessoas mais calmas. Os outros orixás invejavam o irmão, pois não tinham esse poder e dependiam de ossain para ter sucesso. Ele cobrava por qualquer trabalho, aceitando mel, fumo e cachaça como pagamento pelas curas que realizava. Xangô, que era temperamental, não admitia depender dos serviços de ossain, e por isso pediu a sua esposa yansã, orixá que domina os ventos, para que as folhas voassem em direção a todos os orixás, para que cada qual exercesse domínio sobre uma delas. Em meio à ventania, ossain repetia sem parar: "eu, eu assa!", que significa "oh, folhas!". E com esse tipo de reza, embora cada orixá tenha se apossado de uma folha, ossain evitou que seu poder fosse distribuído entre os irmãos, pois só ele conhecia o axé de cada uma delas e o segredo de pronunciar essas palavras de maneira a conservar o poder sobre elas. Com sua sabedoria, ate hoje ossain permanece o rei da floresta, sendo considerado o orixá da medicina.

 Ervas


Ganucô = Língua de galinha
Obô =Rama de leite
Aferé = Mutamba
Tolu-tolu =Papinho-de-peru
Monam= Parietária
Jamin =Cajá
Bala =Taioba
Teterégún= Canela-de-macaco
Timim =Folha de neve branca, cana-do-brejo.
Pepé = Malmequer bravo
Mariwô=Folha de dendezeiro
Awô-pupa= Cipó-chumbo
Junçá =Espada de Ògún
Piperégún= Nativo
Arê-agê = Tostão
Simim-simim = Vassourinha
Afoman =Erva-de-passarinho
Omim= Alfavaquinha
Teté = Bredo sem espinho
Odum-dum =Folha-da-Costa


Oferenda

Abacate para Ossain

Ingredientes:
1 abacate
500g. De amendoim
250g. De açúcar
Fumo em corda
7 folhas de louro
Modo de preparo:
Corte o abacate no meio e tire a semente, coloque as duas partes numa travessa com a polpa virada para cima. Numa panela misture o amendoim e o açúcar e mexa até derreter o açúcar, derrame essa mistura sobre o abacate. Enfeite com pedaços de fumo em corda e as 7 folhas de louro.

Òsanyìn na África

Ossain é a divindade das plantas medicinais e litúrgicas. A sua importância é fundamental, pois nenhuma cerimônia pode ser feita sem a sua presença, sendo ele o detentor do axé (o poder), imprescindível até mesmo aos próprios deuses.
O nome das plantas, a sua utilização e as palavras (ofó), cuja força desperta seus poderes, são os elementos mais secretos do ritual no culto aos deuses iorubas.
O símbolo de Ossain é uma haste de ferro, tendo, na extremidade superior, um pássaro em ferro forjado; esta mesma haste é cercada por seis outras dirigidas em leque para o alto.
Uma história de Ifá nos ensina como “o pássaro é a representação do poder de Ossain. É o seu mensageiro que vai a toda parte, volta e se empoleira sobre a cabeça de Ossain para lhe fazer o seu relato”. Esse simbolismo do pássaro é bem conhecido das feiticeiras, aquelas freqüentemente chamadas Elýès, “proprietárias do pássaro-poder”.
Cada divindade tem as suas ervas e folhas particulares, dotadas de virtudes, de acordo com a personalidade do deus. Lydia Cabrera publicou uma lenda interessante, difundida em cuba, sobre a repartição das folhas entre as diversas divindades.
“Ossain havia recebido de Oloduramaré o segredo das ervas”. Estas eram de sua propriedade e ele não as dava a ninguém, até o dia em que Xangô se queixou à sua mulher, Oiá-Iansã, senhora dos ventos, de que somente Ossain conhecia o segredo de cada uma dessas folhas e que os outros deuses estavam no mundo sem possuir nenhuma planta. Oiá levantou suas saias e agitou-as impetuosamente. Um vento violento começou a soprar. Ossain guardava o segredo das ervas numa cabaça pendurada num galho de árvore. Quando viu que o vento havia soltado a cabaça e que esta tinha se quebrado ao bater no chão, ele gritou: “Ewé O! Ewé O!” (Oh! As folhas! Oh! As folhas!), mas não pôde impedir que os deuses as pegassem e as repartissem entre si.
A colheita das folhas deve ser feita com extremo cuidado, sempre em lugar selvagem, onde as plantas crescem livremente.
Aquelas cultivadas nos jardins devem ser desprezadas porque Ossain vive na floresta, em companhia de Àrònì, um anãozinho, comparável ao saci-pererê, que tem uma única perna e, segundo se diz no Brasil, fuma permanentemente um cachimbo feito de casca de caracol enfiado num talo oco cheio de suas folhas favoritas. Por causa dessa união com Àrònì, Ossain é saudado com a seguinte frase:“Holá! Proprietário-de-uma-única-perna-que-come-o-proprietário-de-duas-pernas!” alusão às oferendas de galos e pombos que possuem duas patas, feitas a Ossain Àrònì, que possui apenas uma perna.
Os Olóòsanyìn, adeptos de Ossain, são também chamados Oníìxègùn, curandeiros, em virtude de suas atividades no domínio das plantas medicinais. Quando eles vão colher as plantas para seus trabalhos, devem fazê-lo em estado de pureza, abstendo-se de relações sexuais na noite precedente, e indo à floresta, durante a madrugada, sem dirigir palavra a ninguém. Além disso, devem ter cuidado em deixar no chão uma oferenda em dinheiro, logo que cheguem ao local da colheita.
Ossain está estreitamente ligado a Orunmilá, o senhor das adivinhações. Estas relações, hoje cordiais e de franca colaboração, atravessaram no passado períodos de rivalidade. Algumas lendas refletem as lutas pela primazia e pelo prestígio entre os adivinhos babalaôs e os curandeiros onixegum. Como essas histórias são transmitidas através das gerações pelos babalaôs, não é de estranhar que tendam a glorificar mais Orunmilá, e em conseqüência eles mesmos, do que Ossain e os curandeiros.
Segundo uma lenda recolhida por Bernard Maupoil:
Quando Orunmilá veio ao mundo, pediu um escravo para lavrar seu campo; compraram-lhe um no mercado; era Ossain. Na hora de começar seu trabalho, Ossain percebeu que ia cortar esta erva, pois é muito útil. A segunda curava dores de cabeça. Recusou-se também a destruí-la. A terceira suprimia as cólicas. Na vedade, disse ele, não posso arrancar ervas tão necessárias. Orunmilá, tomando conhecimento da conduta de seu escravo, demonstrou desejo de ver essas ervas, que ele se recusava a cortar e que tinha grande valor, pois contribuíam para manter o corpo em boa saúde. Decidiu, então, que Ossain ficaria perto dele para explicar-lhe as virtudes das plantas, das folhas e das ervas, mantendo-o sempre ao seu lado na hora das consultas.
Uma outra história de Ifá nos diz que, se é Ossain que conhece o uso medicinal das plantas, é, entretanto, a Orunmilá que cabe o mérito de haver conferido nomes a essas mesmas plantas. Os poderes de cada planta estão em estreita ligação com o seu nome e são despertados por palavras obrigatoriamente pronunciadas no momento de seu uso.
Essas palavras são indicadas pelos adivinhos aos curandeiros, fato este que dá aos primeiros uma posição de supremacia sobre os segundos.
Essa superioridade é afirmada numa outra lenda, onde “Oferenda”, filho de Orunmilá, compete com “Remédio”, filho de Ossain. Graças a um artifício imaginado por Orunmilá, seu filho “Oferenda” é declarado vencedor de “Remédio” para mostrar que o poder dos babalaôs é superior ao dos curandeiros. Os babalaôs afirmam assim que, sem o poder liberador da palavra, as plantas não exerceriam a ação curativa que possuem em estado potencial. Ossain é originário de Irão, atualmente na Nigéria, perto da fronteira com o ex-Daomé.
Ele não fez parte dos dezesseis companheiros de Odùduà, quando de sua chegada a Ifé. O papel de curandeiro é assumido aí por Elésj.
Na África, os curandeiros, chamados Olóòsanyìn, não entram em transe de possessão. Eles adquirem a ciência do uso das plantas após uma longa aprendizagem.

Ossain no Novo Mundo

No Brasil, as pessoas dedicadas a Ossain usam colares de contas verdes e brancas. Sábado é o dia consagrado a ele e as oferendas que lhe são feitas compõem-se de bodes, galos e pombos.
Suas iaôs, ao contrário daqueles de África, entram em transe, mas nem sempre possuem conhecimento profundo sobre as virtudes das plantas. Quando eles dançam, trazem nas mãos o mesmo símbolo de ferro forjado, cuja descrição já foi feita anteriormente.  O ritmo dos cantos e das danças de Ossain é particularmente rápido, saltitante e ofegante. Saúda-se o deus das folhas e das ervas gritando-se: “Ewé Ô!” (“Oh! As folhas!”).

Algumas considerações sobre as Folhas Sagradas (Ewé)
 
 Ko si ewé kosi Orixá
"Sem folhas não há Orixá"

Desde os tempos antigos e remoto ouvimos dizeres, sortilégios, bem feitos com nossas Ervas Sagradas. Temos referências de muitas em nossas vidas atribuídas em tudo que passamos a Ingerir, digerir, sentir, tais sensações despertam diversas sensações, como Bem-estar, vibrações que passam por nossos músculos a cada sentido que se choca com nosso corpo físico, sim a Energia da Natureza, a Energia do Orixá, a energia do Mundo.
            Existem diversas folhas com diversas finalidades e combinações, nomes e considerações dos nomes, fato que muito impressiona a quem as manipulam dentro de Asé. Temos que ter muitas consciência de como usá-las para que não sejamos pegos de surpresa por energias que são invocadas quando a maceramos, quando colocamos o sumo da Erva em contato com nosso corpo,  quando a colhemos.  .
Ewé, assunto este muito diversificado, muito delicado porque cada nação traz seu ritual, porém folha é para mesma finalidade, trazer energias boas e positivadas, tirar energias ruins e maléficas em muitos casos, trazer resposta de algo se é necessário para o individuo que a usa. Sempre nossas Aduras (Rezas):
 
Nome Yorubá-Àbámodá
Nome científico - Bryophillum calcinum/ Kalanchoe pinnata
Nome popular-Folha da Fortuna, folha grossa, Milagre de São Joaquim.
Considerações: Usadas em Cerimônias em Ilè Ifé, Terra de Ifá, para Obatalá e Yemowo conhecidas nas terras de Orixás como Erun odundun, Kantí-Kantí, Kóropòn segundo Pierre Verger. 
Alguns de seus nomes tem significado importante. Àbámodá significa "o que vc deseja vc faz”, mas caso necessária para outras atribuições como substituta do Odundun (Folha-da-Costa), deve ser chamada  erú odundun cujo nome significa "Escravo de Odundun", é uma folha muito positiva e considerada de muito prestígios pelos adeptos, em suas folhas nascem brotos nas bordas cujas este representam sinal de prosperidade. fato esse de ser importante na composição do Àgbo.  .
No Brasil considerada do Orixá Sango por muitos Zeladores, porém muitos a usam para os Orixás Funfun Como Osala e Ifá.
Uso medicinal - Diurético e sedativa combate nevralgias, encefalias, dores de dente afecções das vias respiratórias, externamente contra doenças de pele, feridas. furúnculos, dermatoses em geral.
 
Nome Yorubá-Ajobi, Ajobi Pupá, Ajobi oilé
Nome científico-Schinus therebenthifolius
Nome popular-Aroeira-comum, aroeira vermelha, pimenta do Peru.
Considerações: Encontradas em regiões nordeste sudeste e Sul, nos candomblés jeje-nagôs são usadas nos sacrifícios de animais quadrúpedes forrando-se o chão com ela, agrada muito o Orixá para o sacrifício. As Crenças enraizadas dizem que pela manha esta Ewé pertença a Ogun a tarde pertença a Exú e ainda sirva para vestir Ossanyin. Seus galhos são utilizados para ebós e sacudimentos.
Uso na medicina: Anti-Reumático, sua resina serve para combater bronquites crônicas casca quando cozida, indicada contra feridas, tumores, inflamações em geral, corrimentos e diarréias.

Nome Yorubá-Ajobi Funfun, Ajobi jinjin
Nome Científico-Lithaea molleoides.
Nome Popular-Aroeira branca, aroeira de fruto do mangue, aroeirinha.
Considerações: Encontradas nos estados do nordeste ao sul principalmente, usada em sacudimentos, sendo considerada uma folha gún (quente), utilizadas em banho de descarrego, porém seu uso é muito restrito, pois não se deve levar esta folha a cabeça para banho. Em algumas casas é proibido seu uso, pois dizem as crenças, que está folha desprende emanações perigosas a quem dela se aproxima necessitando uma cautela significativa para colhê-la, reações, como perturbações na pele e nos olhos,
Uso na medicina: Excitante e diurética, o cozimento da casca serve para combater diarréias infecções das vias urinarias.....
            Algumas informações tiradas do livro de Estudo Ewé Orixá de José Flávio Pessoa de Barros, conhecedor nato das folhas.

Nome Yorubá-Akòko
Nome científico-Newboldia laevis Seem
Nome popular-Acoco
Considerações: Origem África, considerada arvore abundante, provedora de Propriedade, assim diz as explicações no livro Ewé Orixá de José Flavio Pessoa de Barros, Atribuída ao Orixá Ossanyin e Ogun, esta Arvore na África acomoda em suas sombras assentamentos do Orixá Ogun onde seu culto é Extenso, na cidade de Iré.
Também usada no culto aos Ancestrais goza de muito prestigio em nossa Religião.

Nome Yorubá-Amúnimúyè
Nome científico-Centratherum punctatum
Nome popular-Balainho de velho, perpétua.
Considerações: “Planta considerada misteriosa devida atribuição de seu nome. Cujo “significa” apossa de uma pessoa e de sua Inteligência”. Por isso usada na iniciação e no agbò de Orixá seu objetivo facilitar o transe do Iyawo que está pra nascer, porém esta folha detém este nome pela relação que tem com uma Lenda e que Ossanyin da um preparo para Ossossi beber, no qual depois caiu em um esquecimento profundo passando acima morar nas matas com Ossanyin. Ressalto que este preparo vai muitos outros ingredientes, no entanto está Ewé seria considerada indispensável junto a outras.
 
Nome Yorubá-Apáòká
Nome científico-Artocarpus integrifolia
Nome popular-Jaqueira
Considerações: No livro Ewé Orixá esta arvore de Origem Indiana medra em diversas regiões inclusive  África e Brasil.
Apáòká significa Opa= cajado, cetro+ Oká= serpente africana, nome de uma entidade fito mórfica considerada a mãe de Osossi, cultuada em uma Jaqueira. É uma arvore Sagrada, suas folhas são usadas para assentar Esú e em banhos para os filhos de Sango, porém seus frutos não devem ser consumidos por esses iniciados.  
Seu nome na África Tapónurin cita Verger.
Uso medicinal: Os caroços  da Jaca  assados ou cozidos são afrodisíacos, a folha é usada como  estimulante, antidiarréico, antiasmático e expectorante.
Citação de Joje Flávio Pessoa de Barros.
 
Nome Yorubá-Étipónlá
Nome cientifica-Boerhaavia difussa L.
Nome popular-Erva Tostão, bredo de porco, pega pinto, tangaraca
Considerações: Encontrada em todo território nacional atribuída a Sango e Oya goza de grande prestígio nos terreiros como planta "contra feitiços", ao atribuí-la ao banho deve se ter cautela, pois em demasia pode provocar reações alérgicas no corpo. reverenciada  nos rituais de folha com korin  (Ifá owó ifá omo, Ewé Étipónlá 'Bà Ifá orò' cujo significado diz:" Ifá é dinheiro, Ifá são filhos, a folha de Étipónlá é abençoada por Ifá " 
Uso medicinal: combate afecções renais e das raízes desta Planta se faz um vinho que é diurético  e regularizador  das funções hepáticas.    .
 
Nome Yorubá-Ewé Ogbó
Nome cientifica-Periploca nigrescens
Nome popular-Cipó-de-leite, orelha de macaco, folha de leite, Rama de leite.
Considerações: Planta trazida do continente africano pelo povo Nagôpara o Brasil, encontra-se em florestas sombreadas ou nos próprios terreiros de Candomblé.
Todos os iniciados podem usá-la sem restrição, porém seu dever que é tirar a consciência do filho de santo só é ativado quando combinados com outras folhas.
Dizem os mais velhos que a estória dos Orixás narra esta folha como a primeira a se liberada por Ossanyin quando se fez o Vento de Oya, passando a ser folha de Ossossi, porém em algumas outra nações ela é quista com folha principal de Osala, citação de minha pessoa.
Uso Medicinal: Tratar Epilepsia. Outros nomes que são atribuídos a ela são Ogbó funun, Ogbó pupa, Asogbókan, Asóbomo e gbólogbòlo, cita Verger.

Nome Yorubá: Ewé Ojúùsajú
Nome cientifico: Petiveri Alliacea L.
Nome Popular: Guiné, guiné pipiu, erva-guiné, erva de alho.
Considerações: Folha encontrada em todo território nacional, porém Verger diz que está Ewé foi levada do Brasil para Nigéria.
Usada para defumações e sacudimentos de pessoas e de casas cujo ação é contra Eguns e "Esus" negativos e em banhos para lavar fios de conta e até cabeça de filhos de santo, atribuída a Ossossi e a caboclos. Na África usada por Babalawos  para combater feitiços e obter respeito de "Yami" cita Verger. Os filhos de Osala e Yemonja em cuba são proibidos de usar esta folha, pois é considerada  Ewó em suas origens.
Uso medicinal: Contra dores de cabeças, enxaquecas, nervosismo e falta de memória, porém em muita quantidade pode atingir as vistas  chegando provocar até perda da visão, pois é uma Ewé tóxica principalmente a Raiz.
A Tintura que se obtém desta Ewé tem uso externo em fricções no combate a paralisia  em geral e reumatismo e a raiz usada contra dor de dente.

Nome Yorubá-Ewé Lárà Funfun
Nome cientifico-Ricinus communis L.
Nome popular-Mamona, Mamona Branca, mamoneira, Palma de Cristo.
Considerações: De origem Africana que era encontrada no Antigo Egito. Ocorre com muita fartura em todo território nacional.  .
Folha com diversas finalidades nas festividades como Olubajé ritual de Obalwuayie, Sassanhe, Ebós etc... Atribuída a Osala é uma folha muito usada pelos adeptos, sendo indispensável em alguns rituais.
Uso medicinal: As folhas cozidas com sal podem aliviar o inchaço dos pés, e contra prisão de ventre uma vez que esta Ewé possui uma semente que paralelamente é absorvido dele o óleo de Rícino, é purgativo.

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