quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Texto sobre Oyá - Iansã - Egungun - Yamin Osorongá - Egun


Oyá

Oya (Oiá) é a divindade dos ventos, das tempestades e do rio Niger que, em iorubá, chama-se Odò Oya. Foi a primeira esposa de Xangô e tinha um temperamento ardente e impetuoso. Conta uma lenda que Xangô enviou-a em missão na terra dos baribas, a fim de buscar um preparado que, uma vez ingerido, lhe permitiria lançar fogo e chamas pela boca e pelo nariz. Oiá desobedecendo às instruções do esposo experimentou esse preparado, tornando-se também capaz de cuspir fogo, para grande desgosto de Xangô, que desejava guardar só para si esse terrível poder. Oiá foi, no entanto, a única das mulheres de Xangô que, ao final do seu reinado, seguiu-o na fuga para Tapá. E, quando Xangô recolheu-se para baixo da terra, em Kossô, ela fez o mesmo em Irá. Oyá recebeu de Olorun, a missão de transformar e renovar a natureza através do vento, que ela sabe manipular. O vento nem sempre é tão forte, mas, algumas vezes, forma-se uma tormenta, que provoca muita destruição e mudanças por onde passa, havendo uma reciclagem natural. Normalmente, Oyá sopra a brisa, que, com sua doçura, espalha a criação, fazendo voar as sementes, que irão germinar na terra e fazer brotar uma nova vida. Além disso, esse vento manso também é responsável pelo processo de evaporação de todas as águas da terra, atuando junto aos rios e mares. Esse fenômeno é vital para a renovação dos recursos naturais, que, ao provocar as chuvas, estarão fertilizando a terra. Oyá possui um grande conhecimento, adquirido através da convivência com muitos orixás, como Ogun, com quem aprendeu os caminhos; Iroko, que a ensinou a evocar o vento; Odé, com quem aprendeu a caçar; Xangô, seu eterno companheiro; Obaluaiyê, com quem compartilha o reino dos Eguns; Orunmilá e Oxalá, entre outros. Vivia com eles o tempo necessário para aprender o que precisava, deixando-os em seguida, para continuar com suas andanças pelo mundo. Alguns tentaram, em vão, prendê-la, mas é impossível segurar o vento. A liberdade é muito importante para ela. Foi com Xangô, seu marido, que passou mais tempo, pois os dois se completavam. Mas, apesar disto, ergueu-se contra ele em defesa de seu povo, fazendo com que recuasse. Nem mesmo Xangô conseguiu dobrá-la. Guerreira poderosa é também detentora de poderes de feitiçaria, não temendo nada nem ninguém. Nunca fugiu das batalhas, agindo sempre com uma força devastadora. Ela se transforma com muita rapidez para destruir o inimigo, voltando ao normal logo em seguida, como se nada tivesse acontecido. Ela tem o domínio e o conhecimento sobre os eguns (espíritos desencarnados). Após a morte e a limpeza do corpo, que é realizada por Omolu, Oyá encarrega-se de levá-los até os portais do orun (mundo paralelo). É Oyá, também, quem se encarrega de apagar as memórias das pessoas que irão renascer no aiye (Terra). Quando nós renascemos na Terra ainda conseguimos lembrar de alguns fatos de nossa existência passada. Aos poucos, ainda na infância, nossa memória vai se apagando, até que todas as imagens desapareçam.Yansan é orixá de um rio, conhecido como Níger, (original yorubá=oyá). Orixá dos ventos, raios e tempestades, também guerreira, ágil e agitada como o próprio vento. Extrovertida e sensual como poucas. Senhora absoluta dos egúns, além de esposa predileta de xangô, divide com ele o domínio sobre as tempestades. Destemida, justiceira e guerreira, não teme a nada.
  
LENDA DE OYÁ

Segundo a lenda, Oyá vivia feliz com Ogun, pois os dois tinham muitas coisas em comum, como o gosto pela guerra e o desejo de desbravar novos lugares. Gostavam da companhia um do outro, sentindo-se em harmonia. Com ele, que é conhecedor de todos os caminhos, Oyá aprendeu a andar pela Terra. Gostava muito de vê-lo trabalhar, em seu oficio de ferreiro, tentando aprender como ele confeccionava suas armas e ferramentas. Oyá pedia insistentemente que lhe fizesse uma arma para guerrear. Um dia, Ogun a surpreendeu, oferecendo-lhe uma espada curva, que era ideal para seu uso. Isso a agradou muito, tanto que, mais tarde, todo seu exército estava usando esse mesmo tipo de arma. Mas Ogun não a levava em suas batalhas, deixando-a sozinha e entediada. Sem falar no tempo que gastava em seus afazeres de ferreiro. Oyá adorava a liberdade, mas, ao mesmo tempo, não dispensava uma boa companhia. Começou a sentir-se rejeitada por ele. Foi nesse momento que Xangô, o grande rei, foi procurar Ogun, pois precisava de armas para seu exército. Ele era muito atraente e cuidadoso com sua aparência. Era impossível não notar sua presença. Ogun, aceitando o pedido, começou a produzir armas para Xangô, que tinha muita urgência. Ficaria na aldeia o tempo necessário para o término do serviço. Xangô também notou a presença de Oyá, sentindo uma grande atração por ela. Com seu jeito de ser, aproximou-se dela para trocar conhecimentos a respeito de suas habilidades. Descobriram, nessas conversas, que possuíam muitas afinidades, inclusive que não gostavam de viver isolados, assim como Ogun. Oyá estava muito interessada em Xangô e em tudo o que estava aprendendo com ele, mas não queria magoar Ogun, a quem respeitava muito. Xangô propôs-lhe uma união eterna, sem monotonia, sem solidão, viajando sempre juntos por toda a Terra. Seria uma união perfeita. Quando Ogun terminou seu trabalho, os dois já haviam partido. Ele ficou enfurecido com a traição de ambos, mesmo sabendo que sua companheira não podia ficar cativa para sempre. Partiu atrás deles para vingar sua desonra! Oyá estava vindo ao seu encontro, para explicar-lhe que não poderia mais ficar com ele, pois Xangô a completava, mas que iria respeitá-lo sempre como grande orixá da guerra. Ogun estava tão enfurecido, que não ouviu o que ela dizia, e foi com grande fúria que investiu contra ela, erguendo sua espada. Oyá, em defesa própria, também o atacou. Ela foi golpeada em nove partes do seu corpo, e Ogun em sete, formando curas. Esses números ficaram muito ligados a esses orixás, assim como as curas, que foram introduzidas nos rituais africanos.
Ogum foi caçar na floresta, como fazia todos os dias. De repente, um búfalo veio em sua direção rápido como um relâmpago; notando algo de diferente no animal, ogum tratou de segui-lo. O búfalo parou em cima de um formigueiro, baixou a cabeça e despiu sua pele, transformando-se numa linda mulher. Era yansan, coberta por belos panos coloridos e braceletes de cobre. Yansan fez da pele uma trouxa, colocou os chifres dentro e escondeu-a no formigueiro, partindo em direção ao mercado, sem perceber que ogum tinha visto tudo. Assim que ela se foi, ogum se apoderou da trouxa, guardando-a em seu celeiro. Depois foi a cidade, e passou a seguir a mulher ate que criou coragem e começou a cortejá-la. Mas como toda mulher bonita, ela recusou a corte. Quando anoiteceu ela voltou à floresta e, para sua surpresa, não encontrou a trouxa. Tornou à cidade e encontrou ogum, que lhe disse estar com ele o que procurava. Em troca de seu segredo (pois ele sabia que ela não era uma mulher e sim animal), yansan foi obrigada a se casar com ele; apesar disso, conseguiu estabelecer certas regras de conduta, dentre as quais proibi-lo de comentar o assunto com qualquer pessoa. Chegando em casa, ogum explicou suas outras esposas que yansan iria morar com ele e que em hipótese alguma deveriam insultá-la. Tudo corria bem; enquanto ogum saía para trabalhar, yansan passava o dia procurando sua trouxa. Desse casamento nasceram nove filhos, o que despertou ciúmes das outras esposas, que eram estéreis. Uma delas, para vingar-se, conseguiu embriagar ogum e ele acabou relatando o mistério que envolvia yansan. Depois que ogum dormiu as mulheres foram insultá-las, dizendo que ela era um animal e revelando que sua trouxa estava escondida no celeiro. Yansan encontrou então sua pele e seus chifres. Assumiu a forma de búfalo e partiu para cima de todos, poupando apenas seus filhos. Decidiu voltar para a floresta, mas não permitiu que os filhos a acompanhassem, porque era um lugar perigoso. Deixou com eles seus chifres e orientou-os para, em caso de perigo deveriam bater os chifres um contra o outros; com esse sinal ela iria socorrê-los imediatamente. E por esse motivo que os chifres estão presentes nos assentamentos de yansan/oya.
O arquétipo de Oyá-Iansã é o das mulheres audaciosas, poderosas e autoritárias. Mulheres que podem ser fiéis e de lealdade absoluta em certas circunstâncias, mas que, em outros momentos, quando contrariadas em seus projetos e empreendimentos, deixam-se levar a manifestação da mais extrema cólera. Mulheres, enfim, cujo temperamento sensual e voluptuoso pode levá-las a aventuras amorosas extraconjugais múltiplas e freqüentes, sem reserva nem decência, o que não as impede de continuarem muito ciumentas dos seus maridos, por elas mesmas enganados. Não suportam trabalhar em lugares fechados e, principalmente, obedecer a ordens, pois não gostam de se sentirem inferiorizados. Por isso, são instáveis em sua vida profissional. Não aceitam que pessoas de fora se intrometam na rotina de sua casa ou dêem palpites em sua vida familiar. Não gostam que lhe digam o que fazer, ou que lhe façam críticas. Sempre tentarão justificar suas atitudes, mesmo que sejam injustificáveis. Dão muito valor à segurança de um lar e de uma família bem constituída e feliz. Adoram sua casa, embora não agüentem ficar presas a ela. São muito sensuais e apaixona-se com freqüência, só aceitando viver com alguém se existir amor. Quando amam de verdade, fazem de tudo para manter essa relação. São ciumentos, possessivos e incapazes de perdoar ou esquecer uma traição. 
Iyá-mesan-òrun, seu Oríki, "mãe dos nove órun", Yásan. Cujo nome advém de algumas formas prováveis: Oyamésàn - nove Oyas; usado como um dos nomes de Oyá. Ìyá Omo mésàn, mãe de nove crianças, Iansã, que da lenda da criação da roupa de Egúngún por Oyá. Ìyámésàn "a mãe (transformada em) nove", que vem da história de Ifá, da sua relação com Ogun. Observe-se que em todas as formas, está relacionada com o número 9, indicativo principal do seu odú. Está associada ao ar, ao vento, a tempestade, ao relâmpago/raio (ar+movimento e fogo) e aos ancestrais (eguns). Na Nigéria ela é a deusa do rio Niger. Principal esposa de Xangô, impetuoso, guerreira e de forte personalidade, também rainha dos espíritos dos mortos, sendo reverenciada no culto dos eguns. Em yorubá, chama-se Odò Oya. Suas contas são vermelhas ou tijolo, o coral por excelência, o monjoló (uma espécie de conta africana, oriunda de lava vulcânica). Seus símbolos são: os chifres de búfalo, um alfanje, adaga, eruesin [eruexin] (confeccionado com pelos de rabo de cavalo, encravados em um cabo de cobre, utilizado para "espantar os eguns"). Afefe, o vento, a tempestade, acompanha Oya.

  • Oyá Lesseyen = uma das Igbales que mora no próprio Lesseyen.
  • Oyá Egunita = orixá Igbale.
  • Oyá Foman = orixá Igbale.
  • Oyá Ate Oju = orixá Igbale aspecto difícil de Oyá quando caminha com Nana.
  • Oyá Tope = uma de suas formas.
  • Oyá Mesan = um de seus epítetos.
  • Oyá Onira = rainha da cidade de Ira.
  • Oyá Logunere = uma de suas formas.
  • Oyá Agangbele = esse caminho mostra a dificuldade quando a geração de filhos.
  • Oyá petu = nesse aspecto ela convive com Sàngó.
  • Oyá Arira = uma de suas formas.
  • Oyá Ogaraju = uma das mais antigas no Brasil.
  • Oyá doluo = eró ossayn; culto Nagô.
  • Oyá Kodun = eró com Osaguian.
  • Oyá Bamila = eró Olufon.
  • Oyá Kedimolu = eró Osumare = Omolu.

Qualidades

  1. Oya Biniká
  2. Seno
  3. Abomi
  4. Gunán
  5. Bagán
  6. Onìrá
  7. Kodun
  8. Maganbelle
  9. Yapopo
  10. Onisoni
  11. Bagbure
  12. Tope
  13. Filiaba
  14. Semi
  15. Sinsirá
  16. Sire
  17. Gbale ou Igbale (aquela que retorna à terra) se subdividem em:
1        Funán
2        Fure
3        Guere
4        Toningbe
5        Fakarebo
6        De
7        Min
8        Lario
9        Adagangbará

Essas Oya estão ligadas ao culto dos mortos, quando dançam parecem expulsar as almas errantes com seus braços. Têm forte fundamento com Omulu, Ogun e Exú.

  • Deusa dos ventos e das tempestades. É a senhora dos raios e dona da alma dos mortos.
  • Elemento: fogo
  • Personalidade: impulsiva e imprevisível
  • Símbolo: espada e rabo de cavalo (representando a realeza)
  • Dia da semana: quarta-feira
  • Colar: vermelho ou marrom escuro
  • Roupa: vermelha
  • Sacrifício: cabra e galinha
  • Oferendas: milho branco, arroz, feijão e acarajé

Arquétipos

O arquétipo de Oiá-Iansã é o das mulheres audaciosas, poderosas, astutas, autoritárias e ciumentas, dedicadas ao companheiro, não admitindo ser enganadas, fieis e leais, podendo mudar caso seja contrariadas em seus projetos, são vistosas, e tem muito apetite sexual, são do momento, estão sempre bem diante dos problemas, sabem viver na tempestade, são irrequietas, tem muita energia e dinamismo. Mulheres que podem ser fiéis e de lealdade absoluta em certas circunstâncias, mas que, em outros momentos, quando contrariadas em seus projetos e empreendimentos, deixam-se levar a manifestação a mais extrema cólera. Mulheres, enfim, cujo temperamento sensual e voluptuoso pode levá-las a aventuras amorosas extraconjugais múltiplas e freqüentes, sem reserva nem decências, o que não as impede de continuarem muito ciumentas dos seus maridos, por elas mesmas enganados. Gosta de objetos de adornos, principalmente as bijuterias e o cobre. Pessoa extrovertida, franca, amante da natureza. Revela ambição e temperamento forte. São guerreiras e comunicativas. Maníacos por viagens. Honestos com modos seguros, deixando os outros em desvantagem. Em geral, são pessoas alegres, audaciosas, intrigantes, autoritárias, sensuais, e depreendidas.
Quando negativas, tentem a ter depressão, inquietude e ciúmes em excesso.
Ervas



Teté = Bredo sem espinho
Orim-rim = Alfavaquinha
Odum-dum= Folha-da-costa
Jacomijé = Jarrinha
Afomam = Erva-de-passarinho
Abauba =Folha de imbaúba
Tepola = Pega pinto
Eregê = Erva-tostão
Já = Capeba
Obayá= Beti-cheiroso
Piperégún =Nativo
Ìróko = Folha de lroko
Pepé = Malmequer
Teterégún = Canela-de-macaco
Junça = Espada de Ògún
Adimum-ade-run = Folha de fogo
Obe-cemi-oia =Espada de Oyámésèèsán rosa
Monan= Parietária
Bala =Taioba
Jamim =Cajá
Aferé =Mutamba
Gunoco= Língua-de-galinha
Obô =Rama de leite
Folhas de Alface
Bambu
Espirradeira
Cambuí Amarelo
Angico de folhas-miúdas
Eritrina-Mulungo
Jasmim do Campo



Oferenda

Acarajé para Oyá
Ingredientes:
500g. De feijão fradinho
500g. De cebola
1 litro de azeite de dendê
Modo de preparo:
Num processador (pode ser num pilão) triture o feijão fradinho, deixe de molho por meia hora e após descasque os feijões coloque o feijão no processador e vá adicionando a cebola cortada em pedaços. Bata até formar uma massa firme. Despeje numa tigela e bata a massa com uma colher de pau até formar bolhas, coloque sal a gosto.
Numa frigideira coloque o dendê e deixe esquentar bem, com a colher vá formando os bolinhos e fritando até dourar. Coloque-os num alguidar.

Oya Yánsàn na África

Oiá é a divindade dos ventos, das tempestades e do rio Níger que, em iorubá, chama-se Odò Oya. Foi a primeira mulher de Xangô e tinha um temperamento ardente e impetuoso. Conta uma lenda que Xangô enviou-a em missão na terra dos baribas, a fim de buscar um preparado que, uma vez ingerido, lhe permitiria lançar fogo e chamas pela boca e pelo nariz. Oiá, desobedecendo às instruções do esposo, experimentou esse preparado, tornando-se também capaz de cuspir fogo, para grande desgosto de Xangô, que desejava guardar só para si esse terrível poder. Oiá foi, no entanto, a única das mulheres de Xangô que, ao final do seu reinado, segui-o na sua fuga para Tapa. E, quando Xangô recolheu-se para baixo da terra em Kossô, ela fez o mesmo em Irá. Antes de se mulher de Xangô, Oiá tinha vivido com Ogum.
Vimos, em capítulos precedentes, como a aparência do deus do ferro e dos ferreiros causou-lhe menos efeito que a elegância, o garbo e o brilho do deus do travão.
 Ela fugiu com Xangô, e Ogum, enfurecido, resolveu enfrentar o seu rival; mas este último foi à procura de Olodumaré, o deus supremo, para lhe confessar que perdoasse a afronta. E explicou-lhe: “Você, Ogum, é mais velho do que Xangô! Se, como mais velho, deseja preservar sua dignidade aos olhos de Xangô e aos outros orixás, você não deve se aborrecer nem brigar; deve renunciar a Oiá sem recriminações”. Mas Ogum não foi sensível a esse apelo, dirigido aos sentimentos de indulgência. Não se resignou tão calmamente assim, lançou-se à perseguição dos fugitivos e, como vimos anteriormente, trocou golpes de varas mágicas com a mulher infiel. Que foi então, dividida em nove partes.
Este números 9, ligado a Oiá, está na origem de seu nome Iansã e encontramos esta referência no ex-Daomé, onde o culto de Oiá é feito em Porto Novo sob o nome de Av_san, no bairro Akron ( Lokoro dos Iorubás) e sob o de Abęsan, mais ao norte em Baningbê.
Esses nomes teriam por origem a expressão Aborimęsan (“ com nove cabeça” ), alusão aos supostos nove braços do delta do Níger.
Uma outra indicação da origem desse nome nos é dada pela lenda da criação da roupa de Egúngún por Oiá. Roupas sob as quais, em certas circunstâncias, os mortos de uma família voltam a terra a fim de saudar seus descentes. Oiá é o único orixá capaz de enfrentar e de dominar os Egúngún. Oiá lamentava-se de não ter filhos.
Esta triste situação era conseqüência da ignorância a respeito das suas proibições alimentares. Embora a carne de cabra lhe fosse recomenda, ela comia a de carneiro. Oiá consultou um babalaô, que lhe revelou o seu erro, aconselhando-a a fazer oferendas, entre as quais deveria haver um tecido vermelho. Este pano, mais tarde, haveria de servir para confeccionar as vestimentas dos Egúngún. Tendo cumprido essa obrigação, Oiá tornou-se mãe de nove crianças, o que se exprime em iorubá pela frase: “ Iyá ọmọ mésàn, Origem de seu nome Iansã.
Quanto ao seu outro nome Ọya, há uma lenda que faz alusão à sua origem explicando-a por um jogo de palavras. Nela se conta como uma cidade chamada Ipô estava ameaçada de destruição, invadida pelos guerreiros tapás. Para preservá-la foi feita uma oferenda das roupas do rei dos ipôs. Esse traje era de tal beleza que as galinhas do lugar puseram-se a cacarejar de surpresa – razão pela qual, diz-se gravemente na lenda, as galinhas cacarejam até hoje, sempre estão em presença de qualquer coisa estranha. Esse prestigioso traje foi rasgado em dois para servir de almofada de apoio às cabaças de oferendas. Apareceu então, misteriosamente, uma água que se espalhou , inundando os arredores da cidade e afogando os agressores tapás. Quando os habitantes de Ipô procuraram um nome para este rio que surgiu e se espalhou quando as roupas foram rasgadas, decidiram chamá-lo Odò Ọya.
Existe uma lenda, conhecida na África e no Brasil, que explica de que maneira os chifres de búfalo vieram a ser utilizados no ritual do culto de Oiá-Iansã: Ogum foi caçar na floresta. Colocando-se à espreita, percebeu um búfalo que vinha em sua direção. Preparava-se para matá-lo quando o animal, parando subitamente, retirou sua pele. Uma linda mulher apareceu diante de seus olhos. Era Oiá-Iansã. Ela escondeu a pele formigueiro e dirigiu-se ao mercado da cidade vizinha. Ogum apossou-se do despojo, escondendo-o no fundo de uma depósito de milho, ao lado de sua casa, indo, em seguida, ao mercado fazer a corte à mulher-búfalo. Ele chegou a pedi-la em casamento, mas Oiá recusou inicialmente. Entretanto, ela acabou aceitou, quando, de volta à floresta, não mais achou a sua pele. Oiá recomendou ao caçador não contar a ninguém que, na realidade, ela era um animal. Viveram bem durante alguns anos. Ela teve nove crianças, o que provocou o ciúme das outras esposas de Ogum. Estas, porém, conseguiram descobrir o segredo da aparição da nova mulher. Logo que o marido se ausentou, elas começaram a cantor: “ Máa je, máa um, àwò rę nbę nínú àká” , Você Pode beber e comer (e exibir sua beleza), mas a sua pele está no deposito (você é um animal).
Oiá compreendeu a alusão; encontrando a sua pele, vestiu-a e voltando à forma de búfalo, matou as mulheres ciumentas. Em seguida, deixaram os seus chifres com os filhos, dizendo-lhes: Em caso de necessidade, batam um contra o outro, e eu virei imediatamente em vosso socorro. É por essa razão que chifres de búfalos são sempre colocados nos locais consagrados a Oiá-Iansã.
Tivemos oportunidade de ouvir essa história na Bahia, narrada por Pai Cosme, um Velho pai-desanto, hoje falecido. Ele pronunciava com perfeita correção a frase iorubá citada acima.
Os oríkì dirigidos a Iansã descrevem-na bastante bem:
  • Oiá, mulher corajosa que, os acordar, empunhou um sabre .
  • Oiá, mulher de Xangô.
  • Oiá, cujo marido é vermelho.
  • Oiá, que embeleza seus pés com pó vermelho.
  • Oiá, que morre corajosamente com seu marido.
  • Oiá, vento da morte.
  • Oiá, ventania que balança as folhas das árvores por toda parte.
  • Oiá, a única que pode segurar os chifres de um búfalo .

Oiá-Iansã no Novo Mundo

As pessoas dedicadas a Iansã, nome sob o qual ela é mais conhecida no Brasil, usam colares de contas de vidro grená. A quarta-feira é o dia da semana consagrado a ela, o mesmo dia de Xangô, seu marido. Seus símbolos são como na África: os chifres de búfalo e um alfanje, colocados sobre seu “pejí”. Ela recebe sacrifícios de cabras e oferendas de acarajés (àkàrà na África). Ela detesta abóbora e a carne de carneiro lhe é proibida.
 Quando se manifesta sobre um dos iniciados, ela está adornada com uma coroa semelhante à dos reis africanos, cujas franjas de contas escondem o seu rosto. Ela traz um alfanje em uma das mãos e um espanta-moscas feito de cauda de cavalo na outra. Suas danças são guerreiras e, se Ogum está presente, ela se engaja num duelo com ele, lembrança, sem dúvida, de suas antigas divergências. Ela evoca também, através de seus movimentos sinuosos e rápidos, as tempestades e os ventos enfurecidos. Seus fiéis saúdam-na gritando: “ Epa Heyi Ọya!” .
No Brasil, Oia é sincretizada com Santa Bárbara e, em Cuba, com Nuestra Señona de la Candelária.
Certa Iansãs, chamadas Yánsàn de Igbalè, ligadas ao culto dos mortos, os Egúngún, quando dançam parecem expulsar as almas errantes com seus braços largamente abertos e estendidos para a frente.

Osoronga

Quando se pronuncia o nome de Iya-Mi Osórongá quem estiver sentado deve se levantar, quem estiver de pé fará uma reverência pois esse é um temível Orixá, a quem se deve respeito completo. Pássaro africano, Oxorongá emite um som onomatopaico de onde provém seu nome. É o símbolo do Orixá Iya-Mi, ai o vemos em suas mãos. Aos seus pés, a coruja dos augúrios e presságios. Iya-Mi Osórongá é a dona da barriga e não há quem resista aos seus ebós fatais, sobretudo quando ela executa o Ojiji, o feitiço mais terrível. Com Iya-Mi todo cuidado é pouco, ela exige o máximo respeito. Iya-Mi Oxorongá, bruxa é pássaro. As ruas, os caminhos, as encruzilhadas pertencem a Esu. Nesses lugares se invoca a sua presença, fazem-se sacrifícios, arriam-se oferendas e se lhe fazem pedidos para o bem e para o mal, sobretudo nas horas mais perigosas que são ao meio dia e à meia-noite, principalmente essa hora, porque a noite é governada pelo perigosíssimo odu Oyeku Meji. À meia-noite ninguém deve estar na rua, principalmente em encruzilhada, mas se isso acontecer deve-se entrar em algum lugar e esperar passar os primeiros minutos. Também o vento (afefe) de que Oya ou Iansan é a dona, pode ser bom ou mau, através dele se enviam as coisas boas e ruins, sobretudo o vento ruim, que provoca a doença que o povo chama de "ar do vento". Ofurufu, o firmamento, o ar também desempenha o seu papel importante, sobretudo á noite, quando todo seu espaço pertence a Eleiye, que são as Ajé, transformadas em pássaros do mal, como Agbibgó, Elùlú, Atioro, Osórongá, dentre outros, nos quais se transforma a Ajé-mãe, mais conhecida por Iya-Mi Osoronga. Trazidas ao mundo pelo odu Osa Meji, as Ajé, juntamente com o odu Oyeku Meji, formam o grande perigo da noite. Eleiye voa espalmada de um lado para o outro da cidade, emitindo um eco que rasga o silêncio da noite e enche de pavor os que a ouvem ou vêem. Todas as precauções são tomadas. Se não se sabe como aplacar sua fúria ou conduzi-la dentro do que se quer, a única coisa a se fazer é afugentá-la ou esconjurá-la, ao ouvir o seu eco, dizendo Oya obe l'ori (que a faca de Iansã corte seu pescoço), ou então Fo, fo, fo (voe, voe, voe). Em caso contrário, tem-se que agradá-la, porque sua fúria é fatal. Se for num momento em que se está voando, totalmente espalmada, ou após o seu eco aterrorizador, dizemos respeitosamente A fo fagun wo'lu ( [saúdo] a que voa espalmada dentro da cidade), ou se após gritar resolver pousar em qualquer ponto alto ou numa de suas árvores prediletas, dizemos, para agradá-la Atioro bale sege sege ([saúdo] Atioro que pousa elegantemente) e assim uma série de procedimentos diante de um dos donos do firmamento à noite. Mesmo agradando-a não se pode descuidar, porque ela é fatal, mesmo em se lhe felicitando temos que nos precaver. Se nos referimos a ela ou falamos em seu nome durante o dia, até antes do sol se pôr, fazemos um X no chão, com o dedo indicador, atitude tomada diante de tudo que representa perigo. Se durante à noite corremos a mão espalmada, à altura da cabeça, de um lado para o outro, a fim de evitar que ela pouse, o que significará a morte. Enfim, há uma infinidade de maneiras de proceder em tais circunstâncias. Iya-Mi Osórongá é o termo que designa as terríveis ajés, feiticeiras africanas, uma vez que ninguém as conhece por seus nomes. As Iya-Mi representam o aspecto sombrio das coisas: a inveja, o ciúme, o poder pelo poder, a ambição, a fome, o caos o descontrole. No entanto, elas são capazes de realizar grandes feitos quando devidamente agradadas. Pode-se usar os ciúmes e a ambição das Iya-Mi em favor próprio, embora não seja recomendável lidar com elas. O poder de Iya-Mi é atribuído às mulheres velhas, mas pensa-se que, em certos casos, ele pode pertencer igualmente a moças muito jovens, que o recebem como herança de sua mãe ou uma de suas avós. Uma mulher de qualquer idade poderia também adquiri-lo, voluntariamente ou sem que o saiba, depois de um trabalho feito por alguma Iya-Mi empenhada em fazer proselitismo. Existem também feiticeiros entre os homens, os oxô, porém seriam infinitamente menos virulentos e cruéis que as ajé (feiticeiras). Ao que se diz, ambos são capazes de matar, mas os primeiros jamais atacam membros de sua família, enquanto as segundas não hesitam em matar seus próprios filhos. As Iya-Mi são tenazes, vingativas e atacam em segredo. Dizer seu nome em voz alta é perigoso, pois elas ouvem e se aproximam pra ver quem fala delas, trazendo sua influência. Iya-Mi é freqüentemente denominada eleyé, dona do pássaro. O pássaro é o poder da feiticeira; é recebendo-o que ela se torna ajé. É ao mesmo tempo o espírito e o pássaro que vão fazer os trabalhos maléficos. Durante as expedições do pássaro, o corpo da feiticeira permanece em casa, inerte na cama até o momento do retorno da ave. Para combater uma ajé, bastaria ao que se diz esfregar pimenta vermelha no corpo deitado e indefeso. Quando o espírito voltasse não poderia mais ocupar o corpo maculado por seu interdito. Iya-Mi possui uma cabaça e um pássaro. A coruja é um de seus pássaros. É este pássaro quem leva os feitiços até seus destinos. Ele é pássaro bonito e elegante, pousa suavemente nos tetos das casas, e é silencioso. "Se ela diz que é pra matar, eles matam, se ela diz pra levar os intestinos de alguém, levarão". Ela envia pesadelos, fraqueza nos corpos, doenças, dor de barriga, levam embora os olhos e os pulmões das pessoas, dá dores de cabeça e febre, não deixa que as mulheres engravidem e não deixa as grávidas darem à luz. As Iya-Mi costumam se reunir e beber juntas o sangue de suas vítimas. Toda Iya-Mi deve levar uma vítima ou o sangue de uma pessoa à reunião das feiticeiras. Mas elas têm seus protegidos, e uma Iya-Mi não pode atacar os protegidos de outra Iya-Mi. Iya-Mi Oshorongá está sempre encolerizada e sempre pronta a desencadear sua ira contra os seres humanos. Está sempre irritada, seja ou não maltratada, esteja em companhia numerosa ou solitária, quer se fale bem ou mal dela, ou até mesmo que não se fale, deixando-a assim num esquecimento desprovido de glória. Tudo é pretexto para que Iya-Mi se sinta ofendida. Iya-Mi é muito astuciosa; para justificar sua cólera, ela institui proibições. Não as dá a conhecer voluntariamente, pois assim poderá alegar que os homens as transgridem e poderá punir com rigor, mesmo que as proibições não sejam violadas. Iya-Mi fica ofendida se alguém leva uma vida muito virtuosa, quando alguém é muito feliz nos negócios e junta uma fortuna honesta, se uma pessoa é por demais bela ou agradável, quando goza de muito boa saúde, se tem muitos filhos, e se essa pessoa não pensa em acalmar os sentimentos de ciúme dela com oferendas em segredo. É preciso muito cuidado com elas. E só Orunmilá consegue acalmá-la.
Geledé: Culto a Yami Oxorongá (minha mãe feiticeira) culto de exclusividade feminina onde algumas mulheres eram consideradas como tendo poderes sobrenaturais. Seu domínio e seu símbolo eram as aves.

Egun

Oyá não podia ter filhos, e foi consultar o babalaô. Este lhe disse, então, que, se fizesse sacrifícios, ela os teria. Um dos motivos de não os ter ainda era porque ela não respeitava o seu tabu alimentar (evó) que proibia comer carne de carneiro. O sacrifício seria de 18.000 mil búzios (o pagamento), muitos panos coloridos e carne de carneiro. Com a carne ele preparou um remédio para que ela o comesse; e nunca mais ela deveria comer desta carne. Quanto aos panos, deveria ser entregues como oferenda.
Ela assim fez e, tempos depois, deu à luz a nove filhos (número místico de Oyá). Daí em diante ela também passou a ser conhecida pelo nome de 'Iyá Omo mésan', que quer dizer 'a mãe de nove filhos' e que se aglutina 'Iyansan'.
Há outra lenda para explicar o mito de Iansã: Em certa época, as mulheres eram relegadas a um segundo plano em suas relações com os homens. Então elas resolveram punir seus maridos, mas sem nenhum critério ou limite, abusando desta decisão, humilhando-os em demasia.
Oyá era a líder das mulheres, e elas se reuniram na floresta. Oyá havia domado e treinado um macaco marrom chamado ijimerê (na Nigéria). Utilizara para isso um galho de atori (ixã) e o vestia com uma roupa feita de várias tiras de pano coloridas, de modo que ninguém via o macaco sob os panos.
Seguindo um ritual, conforme Oyá brandia o ixã no solo o macaco pulava de uma árvore e aparecia de forma alucinante, movimentando-se como fora treinado a fazer. Deste modo, durante a noite, quando os homens por lá passavam, as mulheres (que estavam escondidas) faziam o macaco aparecer e eles fugiam totalmente apavorados.
Cansados de tanta humilhação, os homens foram ter com um babalaô para tentar descobrir o que estava acontecendo. Através do jogo de Ifá, e para punir as mulheres, o babalaô lhes conta a verdade. Ele os ensina como vencer as mulheres através de sacrifícios e astúcia.
Ogum foi o encarregado da missão. Ele chegou ao local das aparições antes das mulheres. Vestiu-se com vários panos, ficando totalmente encoberto, e se escondeu. Quando as mulheres chegaram, ele apareceu subitamente, correndo, berrando e brandindo sua espada pelos ares. Todas fugiram apavoradas, inclusive Oyá.Desde então os homens dominaram as mulheres e as expulsaram para sempre do culto de egum; hoje, eles são os únicos a invocá-lo e cultuá-lo. Mas, mesmo assim, eles rendem homenagem a Oyá, na qualidade de Igbalé, como criadora do culto de egum. Convém notar que, no culto, egum nasce no bosque da floresta (igbo igbalé). No Brasil, no ilê awo, ele nasce no quarto de balé, onde são colocadas oferendas de comidas e realizadas cerimônias aos Egums.
            Oyá é também cultuada como mãe e rainha de egum, como Oyá Igbalé. E, como nos explica à lenda, Oyá, a floresta e o macaco estão intimamente ligados ao culto, inclusive em relação à voz do macaco como modo do egum falar.

Egungun: Culto prestado aos mortos, feito somente por homens. Eles acreditam ter domínio sobre as almas errantes. Porém há grande temor entre eles. Acreditam que, quando a alma desencarnada está manifesta, não se pode tocar nem em suas roupas que são coloridas e tem armações de bambu. Os mortos não incorporam, manifestam-se de forma sobrenatural entrando numa dessas roupas.

3 comentários:

  1. Adorei a postagem,foi de grande valia.
    Quero te contar,num breve resumo,um fato importante que aconteceu comigo.A 14 anos atras fiquei grávida de minha filha caçula,nos últimos meses de gravidez,foram muito complicados mas os médicos não sabiam ao certo o que acontecia,nesse intervalo eu tinha uma cigana que pegou fogo,do nada.bem no dia do nascimento tinham vários médicos na expectativa do que poderia acontecer comigo,durante o parto fiquei torta do meu lado esquerdo,e a minha filha nasceu com sindrome de down,ficou internada,1 mes.passado esse episodio fui num jogo pois as coisas não estavam bem.A minha surpresa foi quando a zeladora me disse que tinham feito um trabalho,onde pediram as senhoras yamins que eu perdesse tudo,inclusive a vida.fizemos um agrado na época que não me lembro o que levou,e pedimos misericórdia a orumilá.Alguns anos depois tive um mioma,que tive que operar,mas a minha vida financeira e sentimental acabou.vivo só com minha filha em uma comunidade e é uma grande luta o nosso dia a dia.Sou forte,mas não consigo aceitar esse destino.Não sou feita no santo,mas dizem que sou de oia com ogum. Ao ler essa postagem relembrei tudo que já passei.Meu nome é catia mega brum,nasci dia 19/02/1962. Se a senhora poder me dar uma dica como ajuda,serei eternamente grata! Obrigado pela atenção !

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  2. Olá Cátia, desculpe a demora em responder, mas tive problemas de falecimentos em família e fiquei mal, agora estou voltando aos poucos!! me passa teu email, para que possamos conversar!! beijos no coração e que Oyà olhe e guerreie por ti!

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  3. Quem é filha de iansa não pode comer abóbora?eu gosto muito de abóbora com carne seca, simonydolar@gmail.com, se quiser fale sobre minha mãe, parabéns pela postagem.

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