quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Cantigas de Zé Pilintra

Zé pilintra
 
Quem é aquele homem sentado logo ali...
Todo de terninho branco chapéu de palha
Olhou pra mim...ele é o zé... O zé pilintra é...
Ele é malandro ele é boêmio ele é de fé...
 
Seu zé feche a porteira, cancelas e tronqueira!
Não deixe o mal entrar
Olha que o galo já cantou na aruanda
Farofa na fundanga eu quero ver queimar!
 
Quem e que usa gravata vermelho
Terno branco e chapéu de banda
E seu zè pilintra e doutor de umbanda
Que vem chegando da sua aruanda
Bravo sr zé pilintra chegou!
 
Jurema, jureminha, juremeira (2x)
Saravá seu zé pilintra
Salve a folha da gameleira!
 
Tranca ruas e zé pilintra
São dois grandes companheiros,
Tranca ruas na encruza,
E zé pilintra no terreiro.
 
Tem gente que me chama de amigo,
Mas não possui no coração a lealdade,
Se pensam que me enganam eu não me iludo,
Sem lealdade não existe amizade, é só falsidade!
 
Lá no morro é, que é lugar de tirar onda. Bis
Tomando brahma de meia, jogando baralho e ronda.
 
De madrugada quando vou descendo o morro,
A nega pensa que eu vou trabalhar. Bis
Eu boto meu baralho no bolso,
Meu cachecol no pescoço.
E vou pra barão de mauá!
Mas trabalhar, trabalhar pra quê? {bis}
Se eu trabalhar eu vou morrer.
 
De dia numa linda batucada
De noite nos braços da amada.
Qual é que é, seu zé. Qual é que é?
Eu sei que seu caso é mulher.
 
Calça, culote, paletó, camisa fina
Só me falta uma botina, pra acabar de ajeitar
É zé pilintra sim senhor, e zé pilintra seu doutor
Seu doutor, seu doutor…(bis)
 
Seu zé pilintra é quem chegou agora 
Seu zé pilintra vem pra trabalhar 
Seu zé pilintra mestre de aruanda 
Vai firmar seu ponto neste congá 
  
Ele veio foi de alagoas 
Mas ele veio pra lhe ajudar
Seu Zé Pilintra mestre de aruanda 
Vai firmar seu ponto neste congá 
 

Zé Pilintra, Zé Pilintra 
Boêmio da madrugada 
Vem na linha das almas 
E também na encruzilhada 
Amigo Zé Pilintra
Que nasceu lá no sertão 
Enfrentou a boemia 
Com seresta e violão 
Hoje na lei de umbanda 
Acredito no senhor 
Pois sou seu filho de fé 
Pois tem fama de doutor 
Com magia e mirongas 
Dando forças ao terreiro 
Sarava seu Zé Pilintra
O amigo verdadeiro 

Seu zé pilintra quando vem lá de aruanda 
Vem vencer sua demanda, vem abrir seu jacutá 
Saudando o sol, saudando o mar 
A estrela guia que clareia este congá 
 
Seu zé pilintra quando vem 
Ele trás sua magia 
Para saudar todos seus filhos 
E retirar feitiçaria 
Pisa na aruanda zé pilintra eu quero ver 
Pisa na aruanda zé pilintra eu quero ver 
 
Eu bem que disse a vocês, mas parece que eu adivinho 
E o feitiço que tu tinhas seu zé pilintra tirou 
Deu meia noite na lua deu meio dia no sol 
Sustente o ponto seu zé que o ponto é de catimbó 
  
Seu zé pilintra não teve pai 
Seu zé pilintra não teve mãe 
Ele foi criado por ogum beira mar 
Em nome de deus e de todos orixás 
 
Eu encontrei o zé pilintra no cruzeiro...
Chorando pelo amor de uma mulher...
Ele chorava por uma mulher chorava por uma mulher..
Chorava por uma mulher que não lhe amava...
 

Seu zé pilintra é quem chegou agora
Seu zé pilintra vem pra trabalhar
Seu zé pilintra mestre de aruanda
Vai firmar seu ponto neste congá
Ele veio foi de alagoas                  
Mas ele veio pra lhe ajudar
Seu zé pilintra mestre de aruanda
Vai firmar seu ponto neste congá

 
O zé pilintra no catimbó
É tratado de doutor (bis)
Quando abre sua mesa
Tem fama de rezador.


Venha cá seu zé
Venha me valer
Sem a sua ajuda
Eu não posso viver
O seu zé auê
O seu zé auá
Ele já vem aqui
Mas esquece de voltar

 
Oi zé, quando vem lá de alagoas >
Toma cuidado com o balanço da canoa >bis
Oi zé, faça tudo o que quiser >
Só não maltrate o coração dessa mulher >bis
 

Tava sentado no muro fumando um bagulho
O camburão chegou
Ai as crianças gritaram
Corre zé pilintra
A polícia chegou
Deu pancadaria, deu confusão
Saí correndo,
Deixei meu bagulho no chão


De terno branco, seu punhal de aço puro
O seu ponto é seguro
Quando vem pra trabalhar
Segura o nego, que esse nego é Zé Pilintra
Na descida do morro ele vem trabalhar
Valei-me senhora aparecida
Porque tu és a grande padroeira
Valei-me senhora do amparo
Estrela guia e o meu povo da Bahia
Valei-me senhor do Bonfim
E os baianos deste padroeiro
Valei-me orixá formoso>
Que gira, gira nesse terreiro>bis
Quem vem na frente é seu Zé Pilintra
Com seu chapéu de lado
Seu lenço encarnado
Vem saudar filhos de nazareno>
Pra dar mais força nesse terreiro>bis


Com seu chapéu de palha,
E seu lenço no pescoço,
Zé pilintra está na terra
Pra dizer: boa noite, moço
Morador lá do sertão,
Traz sua figa no pé
Se não está aborrecido,
Louva Jesus de Nazaré

Subida de zé pilintra


Seu zé feche a porteira
Cancelas e tronqueiras
Não deixe o mal entrar
Olha o galo já cantou na aruanda 
Farofa na fundanga quero ver queimar.



Nenhum comentário:

Postar um comentário